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Mensagem de Natal
Desejamos uma Semana Abençoada
Nesta semana celebraremos o Natal de Jesus.
Será que estamos realmente preparados?
Jesus continua procurando um lugar
com o fez há mais de 2000 anos.
Hoje o comércio, os negócios e tantas outras coisas
tentam mostrar que este momento é do Papai Noel.
De fato Jesus é o dono da Festa!
Não que eu tenha alguma coisa contra o bom velhinho
que fica nos shopings anunciando: venham comprar!
E ainda por cima dando risadas ho, ho, ho.
Não sabemos se ele está debochando de nós ou revelando sua alegria por ver mais uma criança querendo um brinquedo. De qualquer modo as duas atitudes estariam erradas.
"Temos que acreditar é no Papai do Céu e não no Papai Noel", foi o que disse um pastor amigo meu. Concordo plenamente com esta opinião. Muitas crianças de hoje relacionam imediatamente o Natal ao Papai Noel e não a Jesus.
Aqui fica este questionamento: Estamos realmente preparados para celebrar o verdadeiro sentido do Natal?
Pe. Severino Isaías de Lima, sjc
Bento XVI: todos podem encontrar Jesus
Todos nós podemos “encontrar o Senhor Jesus, que incessantemente acompanha nosso caminho, faz-se presente no pão eucarístico e em sua Palavra para a nossa salvação”, afirmou hoje Bento XVI, por ocasião da audiência geral dedicada ao monge beneditino do século XII Ruperto de Deutz.
Durante o encontro realizado na Sala Paulo VI, o pontífice recordou os ensinamentos mais significativos deste importante teólogo, que soube “conjugar o estudo racional dos mistérios da fé com a oração e a contemplação, considerada como o cume de todo conhecimento de Deus”.
Em uma época “marcada pelos enfrentamentos entre o papado e o império, por causa da chamada ‘querela das investiduras’”, Ruperto soube escolher o caminho do exílio para poder permanecer fiel ao pontífice, mostrando que, “quando surgem controversas na Igreja, a referência ao ministério petrino garante a fidelidade à sã doutrina e dá serenidade e liberdade interior”.
Ruperto, segundo recordou o Papa, interveio em várias importantes discussões teológicas da sua época, como “decidido defensor do realismo eucarístico” contra os que propugnavam “interpretação reducionista da presença de Cristo no sacramento da Eucaristia”.
Este é um ensinamento de grande atualidade para a nossa época, explica o Papa, na qual “existe o perigo de redimensionar o realismo eucarístico, isto é, considerar a Eucaristia quase como somente um rito de comunhão, de socialização, esquecendo muito facilmente que na Eucaristia realmente está presente Cristo ressuscitado – com seu corpo ressuscitado –, que se coloca em nossas mãos para fazer-nos sair de nós mesmos, incorporar-nos ao seu corpo imortal e guiar-nos assim à vida nova”.
Outra controversa da qual o monge de Deutz participou estava relacionada à “conciliação da bondade e onipotência de Deus com a existência do mal”.
O abade reagiu contra a postura assumida pelos professores da escola teológica de Laon, que afirmavam que “Deus permite o mal sem aprová-lo e, portanto, sem querê-lo”.
Ruperto, explicou o Papa, “parte da bondade de Deus, da verdade de que Deus é sumamente bom e não pode deixar de querer o bem. Assim, identifica a origem do mal no próprio homem e no uso equivocado da liberdade humana”.
“Quando Ruperto enfrenta este tema, escreve páginas cheias de inspiração religiosa para louvar a misericórdia infinita do Pai, a paciência e a benevolência de Deus pelo homem pecador.”
Como outros teólogos do Medievo, também Ruperto se perguntava por que o Verbo de Deus, o Filho de Deus, se fez homem, afirmou o Papa, acrescentando que a sua é “uma visão cristocêntrica da história da salvação”.
Ruperto “sustenta a postura de que a Encarnação, acontecimento central de toda a história, havia sido prevista desde a eternidade, ainda independentemente do pecado do homem, para que toda a criação pudesse louvar Deus Pai e amá-lo como uma única família reunida ao redor de Cristo, o Filho de Deus”.
Ele “vê então, na mulher grávida do Apocalipse, toda a história da humanidade, que está orientada a Cristo, assim como a concepção está orientada ao parto, uma perspectiva que foi desenvolvida por outros pensadores e valorizada também pela teologia contemporânea, a qual afirma que toda a história do homem e da humanidade é concepção orientada ao parto de Cristo”.
Durante o encontro realizado na Sala Paulo VI, o pontífice recordou os ensinamentos mais significativos deste importante teólogo, que soube “conjugar o estudo racional dos mistérios da fé com a oração e a contemplação, considerada como o cume de todo conhecimento de Deus”.
Em uma época “marcada pelos enfrentamentos entre o papado e o império, por causa da chamada ‘querela das investiduras’”, Ruperto soube escolher o caminho do exílio para poder permanecer fiel ao pontífice, mostrando que, “quando surgem controversas na Igreja, a referência ao ministério petrino garante a fidelidade à sã doutrina e dá serenidade e liberdade interior”.
Ruperto, segundo recordou o Papa, interveio em várias importantes discussões teológicas da sua época, como “decidido defensor do realismo eucarístico” contra os que propugnavam “interpretação reducionista da presença de Cristo no sacramento da Eucaristia”.
Este é um ensinamento de grande atualidade para a nossa época, explica o Papa, na qual “existe o perigo de redimensionar o realismo eucarístico, isto é, considerar a Eucaristia quase como somente um rito de comunhão, de socialização, esquecendo muito facilmente que na Eucaristia realmente está presente Cristo ressuscitado – com seu corpo ressuscitado –, que se coloca em nossas mãos para fazer-nos sair de nós mesmos, incorporar-nos ao seu corpo imortal e guiar-nos assim à vida nova”.
Outra controversa da qual o monge de Deutz participou estava relacionada à “conciliação da bondade e onipotência de Deus com a existência do mal”.
O abade reagiu contra a postura assumida pelos professores da escola teológica de Laon, que afirmavam que “Deus permite o mal sem aprová-lo e, portanto, sem querê-lo”.
Ruperto, explicou o Papa, “parte da bondade de Deus, da verdade de que Deus é sumamente bom e não pode deixar de querer o bem. Assim, identifica a origem do mal no próprio homem e no uso equivocado da liberdade humana”.
“Quando Ruperto enfrenta este tema, escreve páginas cheias de inspiração religiosa para louvar a misericórdia infinita do Pai, a paciência e a benevolência de Deus pelo homem pecador.”
Como outros teólogos do Medievo, também Ruperto se perguntava por que o Verbo de Deus, o Filho de Deus, se fez homem, afirmou o Papa, acrescentando que a sua é “uma visão cristocêntrica da história da salvação”.
Ruperto “sustenta a postura de que a Encarnação, acontecimento central de toda a história, havia sido prevista desde a eternidade, ainda independentemente do pecado do homem, para que toda a criação pudesse louvar Deus Pai e amá-lo como uma única família reunida ao redor de Cristo, o Filho de Deus”.
Ele “vê então, na mulher grávida do Apocalipse, toda a história da humanidade, que está orientada a Cristo, assim como a concepção está orientada ao parto, uma perspectiva que foi desenvolvida por outros pensadores e valorizada também pela teologia contemporânea, a qual afirma que toda a história do homem e da humanidade é concepção orientada ao parto de Cristo”.
Igreja no Rio de Janeiro ganha 20 novos diáconos
Vivenciar no cotidiano o Evangelho, lançar as redes e resgatar pessoas para o Reino de Deus. Essas ações, entre outras, movem os corações dos futuros diáconos permanentes da turma João Paulo II, da arquidiocese do Rio de Janeiro.
A ordenação diaconal acontece na manhã deste sábado, na catedral de São Sebastião. Durante a missa solene, os 20 candidatos receberão o sacramento pela imposição das mãos do arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta.
Foram quatro anos e meio de formação na Escola Diaconal Santo Efrém, para que os futuros diáconos possam exercer, segundo a Igreja, “o tríplice ministério: da Caridade, da Palavra e da Liturgia”.
O lema da turma é Dunc in altum! (Luc 5,4). Segundo eles, o versículo foi escolhido por causa das palavras do Papa João Paulo II, que dá nome à turma, na Carta apostólica “Novo millennio ineunte”.
Os futuros diáconos destacaram o papel fundamental da família durante o período de preparação, principalmente o papel das esposas e filhos. Nesta turma de ordenandos todos são casados.
Lembraram que, além da carta de recomendação do Sacerdote de sua Paróquia, os candidatos à Escola Diaconal devem ter uma carta escrita pela esposa, como que uma autorização para abraçar essa missão, que acaba sendo de toda a família.
A ordenação diaconal acontece na manhã deste sábado, na catedral de São Sebastião. Durante a missa solene, os 20 candidatos receberão o sacramento pela imposição das mãos do arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta.
Foram quatro anos e meio de formação na Escola Diaconal Santo Efrém, para que os futuros diáconos possam exercer, segundo a Igreja, “o tríplice ministério: da Caridade, da Palavra e da Liturgia”.
O lema da turma é Dunc in altum! (Luc 5,4). Segundo eles, o versículo foi escolhido por causa das palavras do Papa João Paulo II, que dá nome à turma, na Carta apostólica “Novo millennio ineunte”.
Os futuros diáconos destacaram o papel fundamental da família durante o período de preparação, principalmente o papel das esposas e filhos. Nesta turma de ordenandos todos são casados.
Lembraram que, além da carta de recomendação do Sacerdote de sua Paróquia, os candidatos à Escola Diaconal devem ter uma carta escrita pela esposa, como que uma autorização para abraçar essa missão, que acaba sendo de toda a família.
Papa envia apoio e orações aos bispos dos EUA
Bento XVI enviou seu apoio e orações aos bispos dos EUA, que celebraram sua assembleia anual esta semana em Baltimore.
Foi o que assinalou o secretário de Estado vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, em um telegrama que enviou em nome do Papa ao núncio apostólico nos EUA, o arcebispo Pietro Sambi.
A mensagem assegurava as orações do Santo Padre, invocando a “sabedoria do Espírito Santo” sobre a assembleia.
Dava assim testemunho de sua oração para que as deliberações da conferência ajudem ao crescimento espiritual de todas as pessoas dos EUA.
Em conferência de imprensa esta quarta-feira, o arcebispo Joseph Kurtz, de Louisville, em Kentucky, expressou sua satisfação pelos resultados dos últimos dias.
A Conferência episcopal havia aprovado cinco prioridades em uma assembleia prévia, incluindo: fortalecer o matrimônio, formação de fé centrada na prática sacramental, vocações ao sacerdócio e à vida religiosa, vida e dignidade da pessoa humana e reconhecimento da diversidade cultural.
Nesta assembleia, os bispos aprovaram 65 atividades derivadas dessas prioridades, que se realizarão durante os próximos dois anos.
Direção
O cardeal Sean O'Malley, de Boston, destacou que “o enfoque desenvolvido ao longo dos últimos anos deu uma direção a nossa Igreja”.
Como parte dessas prioridades, a conferência aprovou uma carta pastoral intitulada “Matrimônio: amor e vida no plano divino”, assim como um documento sobre tecnologias reprodutivas intitulado “Amor vivificante em uma era de tecnologia”.
Ambos documentos já estão disponíveis no portal web da Conferência episcopal norte-americana.
O cardeal Justin Rigali, da Philadelphia, presidente do Comitê de Atividades Pró-vida, foi questionado por jornalistas se o último documento contém alguma orientação sobre a questão da adoção de embriões congelados.
Ele respondeu que o comunicado da conferência segue a linha da instrução vaticana “Dignitas Personae”, documento em que, como recordou o cardeal, a Santa Sé não a proíbe nem aceita. Por isso, “não estamos em condições de oferecer uma resposta absoluta definitiva a esta questão”.
O bispo William Lori, de Bridgeport, Connecticut, presidente da Comissão de Doutrina da Fé do episcopado, explicou que esta questão tem sido estudada cuidadosamente.
A orientação, neste momento –disse– é evitar dar esse passo, “até que haja mais clareza sobre todos os aspectos implicados”.
Papa convida a viver com os olhos na eternidade
“É doloroso o afastamento dos seres queridos, o acontecimento da morte é um enigma cheio de inquietude, mas, para os crentes, venha como venha, está sempre iluminado pela esperança da imortalidade.”
Foi o que afirmou hoje o Papa, durante a missa celebrada no Altar da Cátedra da Basílica de São Pedro em sufrágio pelos cardeais, arcebispo e bispos falecidos no último ano.
Ainda que a morte, explicou, “suceda em circunstâncias humilhantes e dolorosas tais que pareçam uma desgraça, na verdade para os que têm fé não é assim”.
“A fé nos sustenta nestes momentos humanamente cheios de tristeza e mal-estar”, acrescentou, é também em todos os momentos difíceis.
“Não faltam dificuldades e problemas nesta vida, há situações de sofrimento e dor, momentos difíceis de compreender e aceitar. Tudo isso no entanto adquire valor e significado se se considera na perspectiva da eternidade”, assegurou o Papa.
“Cada provação, de fato, acolhida com paciência perseverante e oferecida pelo Reino de Deus, vem em nossa ajuda espiritual já aqui, e sobretudo na vida futura, no Céu. Misteriosamente associados à Paixão de Cristo, podemos fazer de nossa existência uma oferenda agradável ao Senhor, um sacrifício voluntário de amor.”
Esta “perseverança no bem”, prosseguiu Bento XVI, fará que a fé, “purificada por muitas provas, resplandeça um dia em todo seu fulgor e volte em louvor, glória e honra nossa quando Jesus se manifestar em sua glória. Aqui está a razão de nossa esperança”.
O Papa quis recordar particularmente os cardeais Avery Dulles, Pio Laghi, Stéphanos II Ghattas, Stephen Kim Sou-Hwan, Paul Joseph Pham Đình Tung, Umberto Betti e Jean Margéot. “Os recordamos com afeto e damos graças a Deus pelo bem que fizeram”, concluiu.
Foi o que afirmou hoje o Papa, durante a missa celebrada no Altar da Cátedra da Basílica de São Pedro em sufrágio pelos cardeais, arcebispo e bispos falecidos no último ano.
Ainda que a morte, explicou, “suceda em circunstâncias humilhantes e dolorosas tais que pareçam uma desgraça, na verdade para os que têm fé não é assim”.
“A fé nos sustenta nestes momentos humanamente cheios de tristeza e mal-estar”, acrescentou, é também em todos os momentos difíceis.
“Não faltam dificuldades e problemas nesta vida, há situações de sofrimento e dor, momentos difíceis de compreender e aceitar. Tudo isso no entanto adquire valor e significado se se considera na perspectiva da eternidade”, assegurou o Papa.
“Cada provação, de fato, acolhida com paciência perseverante e oferecida pelo Reino de Deus, vem em nossa ajuda espiritual já aqui, e sobretudo na vida futura, no Céu. Misteriosamente associados à Paixão de Cristo, podemos fazer de nossa existência uma oferenda agradável ao Senhor, um sacrifício voluntário de amor.”
Esta “perseverança no bem”, prosseguiu Bento XVI, fará que a fé, “purificada por muitas provas, resplandeça um dia em todo seu fulgor e volte em louvor, glória e honra nossa quando Jesus se manifestar em sua glória. Aqui está a razão de nossa esperança”.
O Papa quis recordar particularmente os cardeais Avery Dulles, Pio Laghi, Stéphanos II Ghattas, Stephen Kim Sou-Hwan, Paul Joseph Pham Đình Tung, Umberto Betti e Jean Margéot. “Os recordamos com afeto e damos graças a Deus pelo bem que fizeram”, concluiu.
Itália: iniciativa diferente para festejar o Halloween
Em vez de se lamentar pelos monstros, caveiras ou máscaras irreverentes próprias das festas de Halloween, em várias paróquias e dioceses da Itália está-se difundido a ideia de descobrir e contar histórias e virtudes dos santos de preferência de cada um, festejando o Holyween.
Trata-se de uma proposta do projeto “Sentinelas da manhã”, que se difunde em diferentes dioceses do país.
No material promocional, está o rosto de Santa Teresinha com a frase: “Holyween, um santo em cada igreja”.
Noite repleta de luz
“Exponha a estampa do rosto de um santo em uma igreja, na janela ou sacada de sua casa, às vésperas do dia de Todos os Santos”, pedem os sentinelas.
“Em uma noite onde os jovens amam vestir-se horrivelmente, Holyween quer mostrar o encanto e atualidade dos santos, imortalizados em uma foto ou na arte”.
“Faz-nos bem recordar seus rostos que nos dizem como hoje a santidade é possível, em pessoas concretas de carne e osso”, asseguram os Sentinelas.
Não obstante, o padre Andrea Brugnoli, criador desta festa, precisa: “não queremos ir contra ninguém. Simplesmente queremos encher a cidade não de monstros, mas de rostos belos: os dos santos”.
Espera-se que centenas de jovens desçam às ruas e entrem nos bares para anunciar a chegada da festa de Todos os Santos. Para eles, Halloween se transformou em Holyween, que chega este ano a sua terceira edição.
O slogan fala claro: os santos ganham de novo sua festa e para tornar agora mais evidente a antiga tradição. Não têm nada a temer das modas do momento, rostos de santos aparecerão nas sacadas e nas janelas da cidade.
“Se vir uma luz diferente na janela, levante os olhos e veja o rosto sorridente de um santo italiano, preferivelmente jovem”, recomenda o grupo.
Nas cidades onde se festeja o Holyween os jovens vinculados a este projeto viverão uma vigília chamada “Uma luz na noite”.
As igrejas permanecerão abertas das 22h às 2h da manhã. O encontro se fez já 350 vezes, em 50 cidades italianas.
Até agora, centenas de milhares de jovens participaram de edições passadas. A imprensa e a televisão estiveram presentes para registrar o acontecimento, atraídas por este fenômeno de fluxo de pessoas.
Em um país como a Itália, no qual 35% dos católicos vão à missa a cada semana (segundo dados de outubro), Holyween representa um desafio particular.
A celebração inclui o concurso dos santos mais destacados. No ano passado, ganhou Madre Teresa de Calcutá e o Padre Pio ocupou o segundo lugar. Este ano, segundo os organizadores, vencerá João Paulo II, “que ainda não é santo, mas para os sentinelas é um campeão”, dizem.
“Sentinelas da manhã” é um projeto que busca que os jovens sejam responsáveis em primeira pessoa da pastoral juvenil de cada diocese. Pertencem a diferentes dioceses e realidades sociais e eclesiais dentro da Itália.
Na localidade de Desenzano há um centro que distribui material, ideias e propostas formativas para ajudar as diferentes dioceses na tarefa evangelizadora dos jovens.
Trata-se de uma proposta do projeto “Sentinelas da manhã”, que se difunde em diferentes dioceses do país.
No material promocional, está o rosto de Santa Teresinha com a frase: “Holyween, um santo em cada igreja”.
Noite repleta de luz
“Exponha a estampa do rosto de um santo em uma igreja, na janela ou sacada de sua casa, às vésperas do dia de Todos os Santos”, pedem os sentinelas.
“Em uma noite onde os jovens amam vestir-se horrivelmente, Holyween quer mostrar o encanto e atualidade dos santos, imortalizados em uma foto ou na arte”.
“Faz-nos bem recordar seus rostos que nos dizem como hoje a santidade é possível, em pessoas concretas de carne e osso”, asseguram os Sentinelas.
Não obstante, o padre Andrea Brugnoli, criador desta festa, precisa: “não queremos ir contra ninguém. Simplesmente queremos encher a cidade não de monstros, mas de rostos belos: os dos santos”.
Espera-se que centenas de jovens desçam às ruas e entrem nos bares para anunciar a chegada da festa de Todos os Santos. Para eles, Halloween se transformou em Holyween, que chega este ano a sua terceira edição.
O slogan fala claro: os santos ganham de novo sua festa e para tornar agora mais evidente a antiga tradição. Não têm nada a temer das modas do momento, rostos de santos aparecerão nas sacadas e nas janelas da cidade.
“Se vir uma luz diferente na janela, levante os olhos e veja o rosto sorridente de um santo italiano, preferivelmente jovem”, recomenda o grupo.
Nas cidades onde se festeja o Holyween os jovens vinculados a este projeto viverão uma vigília chamada “Uma luz na noite”.
As igrejas permanecerão abertas das 22h às 2h da manhã. O encontro se fez já 350 vezes, em 50 cidades italianas.
Até agora, centenas de milhares de jovens participaram de edições passadas. A imprensa e a televisão estiveram presentes para registrar o acontecimento, atraídas por este fenômeno de fluxo de pessoas.
Em um país como a Itália, no qual 35% dos católicos vão à missa a cada semana (segundo dados de outubro), Holyween representa um desafio particular.
A celebração inclui o concurso dos santos mais destacados. No ano passado, ganhou Madre Teresa de Calcutá e o Padre Pio ocupou o segundo lugar. Este ano, segundo os organizadores, vencerá João Paulo II, “que ainda não é santo, mas para os sentinelas é um campeão”, dizem.
“Sentinelas da manhã” é um projeto que busca que os jovens sejam responsáveis em primeira pessoa da pastoral juvenil de cada diocese. Pertencem a diferentes dioceses e realidades sociais e eclesiais dentro da Itália.
Na localidade de Desenzano há um centro que distribui material, ideias e propostas formativas para ajudar as diferentes dioceses na tarefa evangelizadora dos jovens.
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