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Dia de Natal



O Natal é a data mais plena de encantamento e de amor, em que todas as famílias do mundo, incluídas as não-cristãs, se reúnem para cultuar, nos seus lares, sua simbologia. Na noite de 24 para 25 de dezembro, conhecida há mais de vinte séculos como a Noite de Natal, festeja-se em todo o mundo cristão o nascimento do Menino-Deus, com manifestações de grande alegria e da mais sincera devoção. Antes de Cristo, vários povos europeus festejavam essa época do ano por se tratar do solstício de inverno do hemisfério norte, quando há a noite mais longa do ano. Para essa população supersticiosa, era nesse dia que o Sol vencia a batalha contra as trevas e as noites ficavam mais curtas. Esse era "o dia do sol invencível", com celebrações e homenagens ao deus do tempo. Após as conquistas do imperador Júlio César por toda a Europa, houve a reforma do calendário, e o dia do solstício de inverno passou para 25 de dezembro, com o nome de "o dia do nascimento", em referência ao nascer do sol.
Com a conversão do imperador Constantino ao cristianismo, a figura de Cristo ganhou cada vez mais importância nos assuntos do Império Romano. Um fato tão importante como a vinda do Filho de Deus mereceria ser lembrado numa ocasião especial, que se tornou tradição.
Historicamente, não se tem certeza a respeito da data do nascimento de Jesus. Diz o Evangelho que o anjo Gabriel apareceu à Virgem Maria e anunciou o nascimento do Filho de Deus. Ao nascer em Belém, uma cidade da Palestina, Jesus foi colocado numa manjedoura. Mas não se sabe o dia e o mês de seu nascimento, porque os evangelistas não relataram esses pormenores. A data foi escolhida como a mais provável de seu nascimento, em conformidade com os acontecimentos bíblicos e por razões tradicionais do povo cristão.
Em 354, a Igreja católica resolveu aproveitar a festa do "sol invencível", ou "dia do nascimento", para celebrar o Sol Verdadeiro e o Nascimento Verdadeiro da humanidade, que é Jesus Cristo. Por isso, nesse mesmo ano, o papa Libério promulgou a lei eclesiástica que estabeleceu o dia 25 de dezembro como o Natal de Cristo Jesus.
Quando o dia 25 se aproxima, o amor ao próximo renasce no coração das pessoas e o ar fica carregado de grande e alegre expectativa.
No Natal, há outra figura tradicional: o Papai Noel, um bom velhinho que nessa noite visita as crianças, colocando um presente sob a árvore de Natal, enquanto elas dormem. Assim, ano após ano, segue a tradição dessa noite extraordinária, cuja origem se perde na noite dos tempos e perpetua o advento da vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Referência:
Datas comemorativas: cívicas e históricas

Mensagem de Natal

Desejamos uma Semana Abençoada

Nesta semana celebraremos o Natal de Jesus.
Será que estamos realmente preparados?
Jesus continua procurando um lugar
com o fez há mais de 2000 anos.
Hoje o comércio, os negócios e tantas outras coisas
tentam mostrar que este momento é do Papai Noel.
De fato Jesus é o dono da Festa!
Não que eu tenha alguma coisa contra o bom velhinho
que fica nos shopings anunciando: venham comprar!
E ainda por cima dando risadas ho, ho, ho.
Não sabemos se ele está debochando de nós ou revelando sua alegria por ver mais uma criança querendo um brinquedo. De qualquer modo as duas atitudes estariam erradas.
"Temos que acreditar é no Papai do Céu e não no Papai Noel", foi o que disse um pastor amigo meu. Concordo plenamente com esta opinião. Muitas crianças de hoje relacionam imediatamente o Natal ao Papai Noel e não a Jesus.
Aqui fica este questionamento: Estamos realmente preparados para celebrar o verdadeiro sentido do Natal?
Pe. Severino Isaías de Lima, sjc

Bento XVI: todos podem encontrar Jesus

Todos nós podemos “encontrar o Senhor Jesus, que incessantemente acompanha nosso caminho, faz-se presente no pão eucarístico e em sua Palavra para a nossa salvação”, afirmou hoje Bento XVI, por ocasião da audiência geral dedicada ao monge beneditino do século XII Ruperto de Deutz.
Durante o encontro realizado na Sala Paulo VI, o pontífice recordou os ensinamentos mais significativos deste importante teólogo, que soube “conjugar o estudo racional dos mistérios da fé com a oração e a contemplação, considerada como o cume de todo conhecimento de Deus”.
Em uma época “marcada pelos enfrentamentos entre o papado e o império, por causa da chamada ‘querela das investiduras’”, Ruperto soube escolher o caminho do exílio para poder permanecer fiel ao pontífice, mostrando que, “quando surgem controversas na Igreja, a referência ao ministério petrino garante a fidelidade à sã doutrina e dá serenidade e liberdade interior”.
Ruperto, segundo recordou o Papa, interveio em várias importantes discussões teológicas da sua época, como “decidido defensor do realismo eucarístico” contra os que propugnavam “interpretação reducionista da presença de Cristo no sacramento da Eucaristia”.
Este é um ensinamento de grande atualidade para a nossa época, explica o Papa, na qual “existe o perigo de redimensionar o realismo eucarístico, isto é, considerar a Eucaristia quase como somente um rito de comunhão, de socialização, esquecendo muito facilmente que na Eucaristia realmente está presente Cristo ressuscitado – com seu corpo ressuscitado –, que se coloca em nossas mãos para fazer-nos sair de nós mesmos, incorporar-nos ao seu corpo imortal e guiar-nos assim à vida nova”.
Outra controversa da qual o monge de Deutz participou estava relacionada à “conciliação da bondade e onipotência de Deus com a existência do mal”.
O abade reagiu contra a postura assumida pelos professores da escola teológica de Laon, que afirmavam que “Deus permite o mal sem aprová-lo e, portanto, sem querê-lo”.
Ruperto, explicou o Papa, “parte da bondade de Deus, da verdade de que Deus é sumamente bom e não pode deixar de querer o bem. Assim, identifica a origem do mal no próprio homem e no uso equivocado da liberdade humana”.
“Quando Ruperto enfrenta este tema, escreve páginas cheias de inspiração religiosa para louvar a misericórdia infinita do Pai, a paciência e a benevolência de Deus pelo homem pecador.”
Como outros teólogos do Medievo, também Ruperto se perguntava por que o Verbo de Deus, o Filho de Deus, se fez homem, afirmou o Papa, acrescentando que a sua é “uma visão cristocêntrica da história da salvação”.
Ruperto “sustenta a postura de que a Encarnação, acontecimento central de toda a história, havia sido prevista desde a eternidade, ainda independentemente do pecado do homem, para que toda a criação pudesse louvar Deus Pai e amá-lo como uma única família reunida ao redor de Cristo, o Filho de Deus”.
Ele “vê então, na mulher grávida do Apocalipse, toda a história da humanidade, que está orientada a Cristo, assim como a concepção está orientada ao parto, uma perspectiva que foi desenvolvida por outros pensadores e valorizada também pela teologia contemporânea, a qual afirma que toda a história do homem e da humanidade é concepção orientada ao parto de Cristo”.

Igreja no Rio de Janeiro ganha 20 novos diáconos

Vivenciar no cotidiano o Evangelho, lançar as redes e resgatar pessoas para o Reino de Deus. Essas ações, entre outras, movem os corações dos futuros diáconos permanentes da turma João Paulo II, da arquidiocese do Rio de Janeiro.
A ordenação diaconal acontece na manhã deste sábado, na catedral de São Sebastião. Durante a missa solene, os 20 candidatos receberão o sacramento pela imposição das mãos do arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta.
Foram quatro anos e meio de formação na Escola Diaconal Santo Efrém, para que os futuros diáconos possam exercer, segundo a Igreja, “o tríplice ministério: da Caridade, da Palavra e da Liturgia”.
O lema da turma é Dunc in altum! (Luc 5,4). Segundo eles, o versículo foi escolhido por causa das palavras do Papa João Paulo II, que dá nome à turma, na Carta apostólica “Novo millennio ineunte”.
Os futuros diáconos destacaram o papel fundamental da família durante o período de preparação, principalmente o papel das esposas e filhos. Nesta turma de ordenandos todos são casados.
Lembraram que, além da carta de recomendação do Sacerdote de sua Paróquia, os candidatos à Escola Diaconal devem ter uma carta escrita pela esposa, como que uma autorização para abraçar essa missão, que acaba sendo de toda a família.

Papa envia apoio e orações aos bispos dos EUA

Bento XVI enviou seu apoio e orações aos bispos dos EUA, que celebraram sua assembleia anual esta semana em Baltimore.
Foi o que assinalou o secretário de Estado vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, em um telegrama que enviou em nome do Papa ao núncio apostólico nos EUA, o arcebispo Pietro Sambi.
A mensagem assegurava as orações do Santo Padre, invocando a “sabedoria do Espírito Santo” sobre a assembleia.
Dava assim testemunho de sua oração para que as deliberações da conferência ajudem ao crescimento espiritual de todas as pessoas dos EUA.
Em conferência de imprensa esta quarta-feira, o arcebispo Joseph Kurtz, de Louisville, em Kentucky, expressou sua satisfação pelos resultados dos últimos dias.
A Conferência episcopal havia aprovado cinco prioridades em uma assembleia prévia, incluindo: fortalecer o matrimônio, formação de fé centrada na prática sacramental, vocações ao sacerdócio e à vida religiosa, vida e dignidade da pessoa humana e reconhecimento da diversidade cultural.
Nesta assembleia, os bispos aprovaram 65 atividades derivadas dessas prioridades, que se realizarão durante os próximos dois anos.
Direção
O cardeal Sean O'Malley, de Boston, destacou que “o enfoque desenvolvido ao longo dos últimos anos deu uma direção a nossa Igreja”.
Como parte dessas prioridades, a conferência aprovou uma carta pastoral intitulada “Matrimônio: amor e vida no plano divino”, assim como um documento sobre tecnologias reprodutivas intitulado “Amor vivificante em uma era de tecnologia”.
Ambos documentos já estão disponíveis no portal web da Conferência episcopal norte-americana.
O cardeal Justin Rigali, da Philadelphia, presidente do Comitê de Atividades Pró-vida, foi questionado por jornalistas se o último documento contém alguma orientação sobre a questão da adoção de embriões congelados.
Ele respondeu que o comunicado da conferência segue a linha da instrução vaticana “Dignitas Personae”, documento em que, como recordou o cardeal, a Santa Sé não a proíbe nem aceita. Por isso, “não estamos em condições de oferecer uma resposta absoluta definitiva a esta questão”.
O bispo William Lori, de Bridgeport, Connecticut, presidente da Comissão de Doutrina da Fé do episcopado, explicou que esta questão tem sido estudada cuidadosamente.
A orientação, neste momento –disse– é evitar dar esse passo, “até que haja mais clareza sobre todos os aspectos implicados”.

Papa convida a viver com os olhos na eternidade

“É doloroso o afastamento dos seres queridos, o acontecimento da morte é um enigma cheio de inquietude, mas, para os crentes, venha como venha, está sempre iluminado pela esperança da imortalidade.”
Foi o que afirmou hoje o Papa, durante a missa celebrada no Altar da Cátedra da Basílica de São Pedro em sufrágio pelos cardeais, arcebispo e bispos falecidos no último ano.
Ainda que a morte, explicou, “suceda em circunstâncias humilhantes e dolorosas tais que pareçam uma desgraça, na verdade para os que têm fé não é assim”.
“A fé nos sustenta nestes momentos humanamente cheios de tristeza e mal-estar”, acrescentou, é também em todos os momentos difíceis.
“Não faltam dificuldades e problemas nesta vida, há situações de sofrimento e dor, momentos difíceis de compreender e aceitar. Tudo isso no entanto adquire valor e significado se se considera na perspectiva da eternidade”, assegurou o Papa.
“Cada provação, de fato, acolhida com paciência perseverante e oferecida pelo Reino de Deus, vem em nossa ajuda espiritual já aqui, e sobretudo na vida futura, no Céu. Misteriosamente associados à Paixão de Cristo, podemos fazer de nossa existência uma oferenda agradável ao Senhor, um sacrifício voluntário de amor.”
Esta “perseverança no bem”, prosseguiu Bento XVI, fará que a fé, “purificada por muitas provas, resplandeça um dia em todo seu fulgor e volte em louvor, glória e honra nossa quando Jesus se manifestar em sua glória. Aqui está a razão de nossa esperança”.
O Papa quis recordar particularmente os cardeais Avery Dulles, Pio Laghi, Stéphanos II Ghattas, Stephen Kim Sou-Hwan, Paul Joseph Pham Đình Tung, Umberto Betti e Jean Margéot. “Os recordamos com afeto e damos graças a Deus pelo bem que fizeram”, concluiu.

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