Seguidores...

Deixe Seu Recado !!!

O papel da família no terceiro milênio


A primeira década do século XXI tem sido marcada por uma “confusão de valores e uma perda de referências”, realidade que atingiu muitas famílias. Foi o que afirmou na última quarta-feira o cardeal Marc Ouellet, arcebispo de Quebec e primaz do Canadá.
O purpurado discursou sobre o tema “O papel da família no terceiro milênio”, no congresso “Oriente e ocidente: em diálogo sobre o amor e a família”, realizado nesta semana no Instituto João Paulo II para Estudos sobre a Família e o Matrimônio da Pontifícia Universidade Lateranense de Roma.
“A humanidade vive hoje uma crise sem precedentes”, afirmou o cardeal Quellet, sublinhando alguns aspectos como a crise dos recursos naturais, o colapso financeiro, o terrorismo internacional e o relativismo moral – fenômenos, segundo ele, ligados à crise da fé. “No último século, modificou-se a imagem que o homem tem de si mesmo”, afirmou.
A crise cria também uma “confusão alimentada por uma linguagem ambígua”. Por isso, observa o purpurado, a crise atual “não é tão somente uma crise moral ou espiritual, mas principalmente antropológica, pois questiona a própria humanidade”.
Magistério e família
O purpurado lembrou como o Concílio Vaticano II foi capaz de abordar os desafios que se vislumbrava às portas do terceiro milênio. Destacou também como a Constituição Pastoral Gaudium et Spes tratou da questão da família, que deve viver “segundo a graça da semelhança trinitária”.
Da mesma forma, enfatizou a importância da família como “igreja doméstica”, afirmando que esta deve ser “recolocada no coração da Igreja”.
“A união introduz a família na relação entre Cristo e a Igreja, inaugurando uma nova dinâmica. Os cônjuges devem estar empenhados em amarem-se com Deus e em Deus”, acrescentou o purpurado.
Nutrir-se de Deus para projetar-se no mundo
O cardeal Oullet destacou como a Exortação Apostólica Familiaris Consortio de João Paulo II, publicada em 1981, constitui fruto das reflexões conduzidas durante o Concílio Vaticano II sobre a vocação e o papel da família, em especial sobre a necessidade de aprofundar o tema do homem e da mulher como seres criados à imagem e semelhança de Deus.
Recordou ainda que a vocação da família é ser “igreja doméstica”, com base nas palavras de São João Crisóstomo, que dizia “Faz de tua casa uma Igreja”, enfatizando que “há ainda muito a se descobrir neste sentido”, visto que a família não é apenas “uma imagem da Igreja, mas também uma realidade eclesial”.
No matrimônio, acrescentou o purpurado, verifica-se “a unidade do ‘nós’ não de maneira simbólica, mas real”, e os esposos “se doam e recebem a Cristo também no cotidiano”, como resultado de um “carisma de unidade, fidelidade e fecundidade”.
“O amor é o caminho da perfeição humana em Cristo”, assinalou o cardeal, mostrando como o amor conjugal representa a união de Eros e ágape. “Um amor plenamente humano, sensível, espiritual, fiel, exclusivo até a morte, que não se exaure e que continua a suscitar novas vidas”.
Um amor que, à semelhança da Trindade, “comporta em si uma abertura ao Filho, e, de maneira ainda mais profunda: o Filho e o Espírito que se doam aos esposos como fruto do amor”, uma comunhão que envolve “não apenas uma abertura ao Espírito e ao Filho, mas também à sociedade”.
Deste modo, indicou o arcebispo de Quebec, a família “participa da missão salvadora da Igreja”, de modo que tantos os esposos quanto os filhos se tornam “Focolares da comunhão interpessoal habitada por Cristo e escola de liberdade”, e assim podem “responder à confusão de valores da cultura de morte, da cultura da posse e do efêmero”.

Por uma sociedade e uma economia adequadas ao homem

Foi realizada em Milão, no dia 13 de março, no auditório Instituto Gonzaga, uma conferência promovida pela Fundação Enzo Peserico (www.ondazioneenzopeserico.org) sobre o tema “Por uma sociedade e uma economia adequadas ao homem. Reflexões acerca da Encíclica Caritas in Veritate”.
O evento abordou o tema do desenvolvimento sob a ótica da doutrina social, da caridade que não pode ser desvinculada da verdade, contrapondo a ideologia do relativismo e do materialismo, que mostra sua falência social e econômica.
Na abertura da conferência, Sabrina Pagani Peserico, presidente da Fundação e viúva de Enzo Peserico, recordou a figura de seu marido, testemunha exemplar de uma vida cristã que, em todos os contextos, seja o familiar, o social, o educacional ou o profissional, pôde demonstrar que é possível viver de acordo com os princípios do Evangelho.
Stefano Fontana, diretor do Observatório Internacional “Cardeal Van Thuân” sobre a doutrina social da Igreja, lembrou, ao abordar o tema “Liberdade e responsabilidade: a autêntica vocação da atividade econômica”, que a encíclica Caritas in Veritate é muito mais que documento sobre economia.
O Pontífice surpreendeu ao afirmar que o princípio de gratuidade e a lógica do dom, como expressões da fraternidade, podem e devem encontrar lugar dentro da atividade econômica normal (n. 36). Fontana partiu desse ponto para demonstrar a necessidade da economia estar sustentada por elementos não-econômicos.
De fato, o dom não pode ser colocado como algo alheio à atividade econômica, mas deve estar nela inserido como um princípio. Este representa a vocação da atividade econômica enquanto indica sua autêntica natureza e seus fins últimos, mas a economia não poderá reconhecê-lo e acolhê-lo se este já não estiver nela contido; não se pode desejar algo que não se conhece previamente.
Para Fontana, isto explica não apenas a natureza da relação entre a economia e a lógica do dom, mas também a da relação entre razão e fé, entre justiça e caridade. Nenhuma destas dimensões se estabelece por si, de modo independente da verdade; cada qual é constituído mediante um sentido que é derivado dos demais. Este sentido estabelecido não pode ser produzido, apenas acolhido no dom.
Fontana pôde assim atingir o âmago do ensinamento contido na Caritas in Veritate, que é precisamente a verdade e o amor. A experiência, de nossa parte, destas categorias, é de um sentido que nos é dado como dom, do qual dependem nossa identidade e dignidade.
Abre-se assim o caminho para um “posto para Deus no mundo”, à luz de uma verdade e sob o calor de um amor que desvela a verdade e a dignidade de todas as coisas – incluindo a economia.
Stefano Zamagni, professor de economia política na Universidade de Bolonha, desenvolveu o tema das “Raízes da crise e a busca pela harmonia perdida”, no qual indagou o porquê da Caritas in Veritate ser tão estudada e discutida.
Para ele, o motivo é que esta aborda com clareza os três principais paradoxos associados ao mal-estar em nossa civilização. O primeiro destes paradoxos é o de que enquanto se observa um aumento de renda, as desigualdades aumentam em maior proporção. O segundo, é que dispomos de um sistema agroalimentar capaz de sustentar 12 bilhões de pessoas enquanto ainda se morre de fome e desnutrição em larga escala. O terceiro é o paradoxo da felicidade: excedida a renda de 32 mil dólares, novos aumentos na riqueza fazem diminuir o índice de felicidade.
Tais considerações colocam em cheque a própria essência do modelo capitalista e o próprio sentido da atividade econômica. Ninguém pode prescindir da felicidade. Segundo Zamagni, a Caritas in veritate denuncia a existência de três perigosas separações. A primeira é a separação entre a economia e a sociedade. Economia tem sido, de fato, associada à produção de riqueza segundo critérios de eficiência, enquanto que a sociedade recebe a atribuição de redistribuí-la de acordo com o critério da solidariedade.
A segunda é a separação entre trabalho e riqueza. Até então, pensava-se que a riqueza derivasse do trabalho, mas hoje, com a atividade financeira e especulativa, já não se pensa assim. Assim, contraria-se a doutrina social da Igreja, para a qual o trabalho é colaboração na obra criativa de Deus.
A terceira separação é a que se estabelece entre mercado e democracia, uma vez que se considera que as leis de mercado têm sua origem no próprio mercado. Segundo Zamagni, a Caritas in Veritate indica três princípios para guiar o restabelecimento da harmonia, recompondo estas fraturas. O primeiro é o de que a fraternidade deve ser inserida no seio dos mercados, e não acrescentada como anexo. O segundo princípio é o da “liberdade para”, que coincide com o problema educativo e com a emergência educacional. O terceiro é o do bem comum, que não é um bem total, soma dos bens individuais, mas sim o produto de uma ética das virtudes.
Massimo Introvigne, sociólogo das religiões e vice-chefe da Aliança Católica Nacional, tem concluído os debates com uma palestra sobre o tema "Fé, Razão, pessoa, comunidade", percorrendo quatro aspectos da encíclica não tratados pelos oradores anteriores: a natureza e fundamento da doutrina social da Igreja; a memória da encíclica do Papa Paulo VI, Populorum Progressio; uma descrição de quão profundamente foi mudada a sociedade ao longo dos mais de quarenta anos que separam esses textos; e, finalmente, uma apresentação dos principais desafios que, no presente contexto, devem-se concentrar  as ações tomadas à luz da doutrina social da Igreja.
Denunciando os riscos do relativismo, Introvigne lembrou que defender a verdade, anunciando-a e testemunhando-a, constitui uma forma de caridade. A propósito da Populorum Progressio, Bento XVI reafirmou a necessidade de lê-la à luz da Tradição da doutrina social da Igreja.
E ao substantivo "desenvolvimento", o Pontífice assoma sempre o adjetivo "integral", para enfatizar que o desenvolvimento do qual fala a Igreja não se restringe ao desenvolvimento econômico.
Se, concomitantemente ao crescimento do produto interno de uma sociedade registra-se também um aumento no número de suicídios e abortos, ou se alastra o ateísmo, não estamos diante de um desenvolvimento autêntico. Como afirmou Bento XVI: “é preciso afirmar que hoje a questão social tornou-se radicalmente antropológica” (n. 75).
Para concluir, se excluirmos a dimensão espiritual, não lograremos superar a crise de nossos dias, nem a crise econômica, nem a crise da solidão, e o desenvolvimento integral verdadeiro não se concretizará.

Homenagem a Chiara Lubich, fundadora dos Focolares

O movimento dos Focolares celebrou o segundo aniversário da morte de sua fundadora, Chiara Lubich, falecida no dia 14 de março de 2008 em Rocca di Roma, perto de Roma.
L’Osservatore Romano dedicou vários artigos a Chiara Lubich, em suas edições dos dias 14 e 16 de março.
Em Roma, a presidente atual do movimento dos Focolares, Maria Voce, relembrou a vida de Chiara Lubich, marcada por seu grande desejo de unidade, durante um congresso organizado dia 14 de março, em Roma, para homenagear a fundadora dos Focolares.
“Celebramos uma vida, uma vida pela unidade que começou com Chiara Lubich, portadora de um evidente e grande dom de Deus, e que quis continuar levando frutos de um extremo ao outro da terra, e para benefício de toda a humanidade”, indicou Maria Voce.
“Essa vida é expressa em milhares de realizações concretas da espiritualidade da unidade que ela nos deixou”, acrescentou.
Durante o congresso, o cardeal Stanislaw Rylko, presidente do Conselho Pontíficio para os Leigos, também evocou a fundadora dos Focolares como “uma figura que marcou profundamente a vida da Igreja e do mundo no século XX”.
Ela foi “um grande sinal de esperança, com os diferentes carismas concedidos pelo Espírito Santo na Igreja de hoje”, afirmou.
Uma vida com base na sabedoria e na unidade 
Por sua vez, o presidente do Conselho Pontíficio para a Cultura, Dom Gianfranco Ravasi, se deteve na “sabedoria” e na “unidade” em que se baseou a existência de Chiara Lubich.
Na missa que presidiu dia 13 de março em sua memória, evocou a sabedoria como “um grande dom de Deus que necessita da inteligência, mas sobre tudo de uma grande carga de humanidade, de uma grande capacidade para dar sentido e sabor à existência”.
Respeito à unidade, não significa somente “estar uns ao lado dos outros”, sim experimentar “que eu estou em você e você em mim, segundo diz o Evangelho”: uma unidade que é “comunhão”.
E concluiu em sua homilia com a oração de Chiara Lubich: “Te amo porque entrou na minha vida mais do que o ar em meus pulmões, mais que o sangue em minhas veias. Entrou onde ninguém podia entrar, quando ninguém podia me ajudar, cada vez que ninguém podia me consolar. Toda vez eu lia a explicação em tuas palavras, a solução em seu amor”.
Um movimento reconhecido em 1964
Nascida em Trento dia 22 de janeiro de 1920, Chiara Lubich fundou o movimento dos Focolares em 1943.
Lançado sob bombardeios da Segunda Guerra Mundial e entre os pobres de Trento, esse movimento, focado na renovação espiritual e social, começou como uma aventura que ela mesma qualificava como “aventura divina”.
Chiara Lubich não tinha mais que 23 anos quando decidiu se consagrar de maneira definitiva e total a Deus.
Seu movimento é hoje fonte de inspiração para mais de quatro milhões de pessoas, das quais mais de cem mil são membros ativos e comprometidos.
Sua influência vai além da religião católica, chegando a milhões de pessoas de diferentes Igrejas e de diferentes religiões (judeus, muçulmanos, budistas, hindus) ou de convicções não religiosas, todas aplicadas em um mesmo projeto: viver e difundir a fraternidade universal, contribuir com a edificação de uma só família humana.
Reconhecido oficialmente pelo nome de “Obra de Maria” em 1964, o movimento dos Focolares levantou um grande número de lugares de formação espiritual e social, assim como encontros ecumênicos e inter-religiosos.

A estratégia de um bispo para fazer florescer o seminário em sua diocese

“Quando cheguei à diocese de Tarazona, em 2005, encontrei um seminário quase vazio”, explicou Dom Demetrio Fernández em uma carta pastoral redigida para a ocasião do próximo Dia do Seminário, celebrado na maior parte das dioceses espanholas em 19 de março.
“Não podia me resignar a uma realidade tão humilhante, tão desencorajadora para uma diocese, e comecei orando insistentemente ao Senhor para que enviasse trabalhadores para sua messe, para que abrisse uma saída”, confessou ele.
“Pedi orações a muitos conventos de clausura de nossa diocese e de toda a Espanha” – continuou. “Pude constatar que muitos oraram pelo seminário de Tarazona”.
Após consolidar estas bases espirituais, tomou uma decisão de caráter concreto: organizar um curso de espiritualidade “para intensificar a vida espiritual dos dois seminaristas que estavam prestes a ser ordenados”.
Esta medida conferiu novos ares ao seminário de Tarazona. A partir de então, a vida no seminário passou a ser organizada no aspecto tríplice da disciplina, da espiritualidade e dos estudos.
Atualmente, 14 seminaristas estão sendo preparados para o sacerdócio, estudando no Centro Universitário de Estudos Teológicos da Imaculada, ligado à Faculdade São Damaso de Madri.
“Não procuramos por ninguém, e eis que 40 jovens bateram à nossa porta”, lembrou.
O bispo agradeceu à diocese de Tarazona por “suas orações e pelo apoio de todo tipo”, bem como a todas as pessoas que “se comprometeram com as intenções do bispo”.
 “Dentre as tribulações próprias da vida pastoral, que não foram poucas, esta foi a mais bela graça que Deus concedeu ao longo destes cinco anos para mim, para a diocese e para a Igreja”, afirmou Dom Fernández, recentemente nomeado bispo de Córdoba, diocese que conta com cerca de 50 seminaristas.
Cinco dos jovens que ingressaram no seminário de Tarazona nos últimos cinco anos já foram ordenados, e outros cinco devem ser ordenados em breve.
São parte dos 1.265 seminaristas em formação na Espanha este ano – 42 a mais que no ano anterior.
O aumento é um estímulo neste Ano Sacerdotal, especialmente considerando a tendência de diminuição registrada nos últimos nove anos.

Bispos de Hiroshima e Nagasaki pedem o fim das armas nucleares

Os bispos católicos de Hiroshima e Nagasaki – as únicas cidades a sofrerem bombardeios nucleares em tempo de guerra – exortaram os líderes mundiais a abolir as armas nucleares em todo o mundo – cujo o número, segundo eles, pode chegar à cifra de 20 mil ogivas.
Mitsuaki Takami, bispo de Nagasaki, Joseph Atsumi Misue, bispo de Hiroshima, publicaram uma declaração conjunta em 26 de fevereiro, às vésperas das reuniões da cúpula de segurança nuclear em Washington, prevista para abril, e da conferência de revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear, que será realizada em maio em Nova York.
“Como bispos da Igreja Católica de Hiroshima e de Nagasaki, no Japão, único país do mundo a ter sido alvo de ataques nucleares, pedimos que o presidente dos EUA, o governo japonês e os líderes dos demais países façam todo o possível para abolir as armas nucleares”, afirmam eles em sua declaração.
O bispo Takami nasceu em março de 1946 em Nagasaki – a segunda cidade a sofrer um bombardeio nuclear, em agosto de 1945, ao final da Segunda Guerra Mundial. Sua mãe estava grávida quando a cidade foi bombardeada, logo após Hiroshima ter sofrido o primeiro ataque.
Os prelados afirmaram que o pecado dos bombardeios atômicos sobre as duas cidades japonesas “não pode ser unicamente atribuído aos EUA”, “mas também aos demais países, incluído o Japão, que persistiram na guerra durante o curso de sua história”.
No documento, exortam os EUA a “limitarem o propósito de seu arsenal atômico unicamente para dissuadir outros de usá-las”, pedindo que seja dado “ao menos um primeiro passo” na direção da eliminação das armas nucleares e por uma revisão da Doutrina Nuclear dos EUA.
Os bispos pedem ainda ao Japão, que firmou um tratado bilateral de segurança com os EUA, que “demonstre que agirá por si mesmo pela abolição total das armas nucleares”.
O Japão, afirmam os prelados, “tem uma postura excessivamente passiva” na discussão da redução dos arsenais nucleares norte-americanos, porque o país estaria sob a proteção do “guarda-chuva” nuclear dos EUA.
Paralelamente, um grupou de nove Igrejas da Grã-Bretanha lançou uma campanha semelhante, na qual exortam o governo britânico "a empenhar-se para livrar o mundo das armas nucleares, construindo assim um futuro mais seguro para todos".
A campanha de título “Este é o momento” reuniu representantes do Conselho Mundial das Igrejas e outros organismos, com o intuito de exercer pressão sobre os governos de todo o mundo para que todo o material passível de emprego para a fabricação de armas atômicas seja colocado sob controle internacional, e favorecer acordos que tornem ilegal o uso deste tipo de armamento pela Convenção sobre as Armas Nucleares.
A aliança inclui a Igreja da Inglaterra, a Igreja Presbiteriana da Escócia, a Igreja Metodista, a União Batista da Grã-Bretanha, os Quakers, a Igreja Unida Reformada a Conferência Episcopal Católica da Inglaterra e do País de Gales e a Conferência Episcopal Católica da Escócia.

Papa faz convite a jovens: considerar a vocação

 
Bento XVI convida os jovens a colocar-se à escuta de Deus para descobrir qual é o plano pensado por Ele para as suas vidas, na Mensagem para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) deste ano, divulgada hoje.
A JMJ de 2010, cujo tema é “Bom Mestre, o que devo fazer para alcançar a vida eterna?”, supõe um acontecimento especial, afirma o Papa, ao cumprir-se o 25º aniversário da instituição destes encontros pelo Papa João Paulo II.
O Pontífice afirma que a iniciativa do seu predecessor foi “profética”, sublinhando que “trouxe frutos abundantes, permitindo às novas gerações cristãs encontrarem-se, entrarem em atitude de escuta da Palavra de Deus, de descobrir a beleza da Igreja e de viver experiências fortes de fé que levaram muitos à decisão de entregar-se totalmente a Cristo”.
O lema da JMJ deste ano se refere ao episódio do encontro de Jesus com o jovem rico, tema já abordado por João Paulo II em 1985, em sua primeira carta dirigida aos jovens.
Projeto de vida
No jovem do Evangelho, explica Bento XVI, “podemos ver uma condição muito similar à de cada um de vós”.
“Também vós sois ricos de qualidade, de energias, de sonhos, de esperanças: recursos que vós possuís em abundância! – escreve o Papa. A vossa própria idade é uma grande riqueza, não somente para vós, mas também para os outros, para a Igreja e para o mundo.”
“A etapa da vida em que estais imersos é tempo de descoberta: dos dons que Deus vos deu e das vossas responsabilidades”, recorda, acrescentando que é também “tempo de escolhas fundamentais para construir vosso projeto de vida”.
“É o momento, portanto, de interrogar-vos sobre o autêntico sentido da existência e de perguntar-vos: ‘Estou satisfeito com minha vida? Está faltando alguma coisa?’.”
O Papa reconhece que os jovens, como aquele do Evangelho, talvez vivam “situações de instabilidade, de turbação ou de sofrimento”, que os levam a “aspirar a uma vida que não seja medíocre” e a perguntar-se “em que consiste uma vida bem sucedida?” e “qual poderia ser o meu projeto de vida?”, para que esta tenha “pleno valor e sentido”.
“Não tenhais medo de enfrentar essas questões! – exorta. Longe de oprimir-vos, elas expressam as grandes aspirações que estão presentes em vosso coração.”
“Portanto – acrescenta –, devem ser ouvidas. Elas aguardam respostas que não sejam superficiais, mas capazes de atender às vossas autênticas expectativas de vida e de felicidade”.
“Para descobrir o projeto de vida que pode tornar-vos plenamente felizes, colocai-vos à escuta de Deus, que tem um plano de amor por cada um de vós”, aconselha o Papa.
“Com confiança, perguntai-lhe: ‘Senhor, qual é o vosso plano de Criador e Pai sobre a minha vida? Qual é a vossa vontade? Eu desejo realizá-la’. Tende certeza de que Ele vos responderá. Não tenhais medo da sua resposta!”
Acolher a vocação
Por ocasião do Ano Sacerdotal, o Pontífice dedicou um pensamento especial àqueles que sentem o chamado à vida consagrada.
Neste sentido, convidou os jovens a estarem “atentos se o Senhor convida para um dom maior, na via do sacerdócio ministerial, e a permanecer disponíveis para acolher com generosidade e entusiasmo este sinal de especial predileção, traçando, com a ajuda de um sacerdote, do diretor espiritual, o necessário caminho de discernimento”.
A vocação cristã “brota de uma resposta de amor do Senhor e só pode se realizar graças a uma resposta de amor”, sublinha o Papa.
“Não tenhais medo, então, queridos jovens e queridas jovens, se o Senhor vos chama à vida religiosa, monástica, missionária ou de especial consagração: Ele sabe doar profunda alegria àqueles que respondem com coragem!”
Da mesma forma, convidou os que sentem o chamado ao matrimônio a “acolhê-lo com fé, empenhando-se em colocar uma base sólida para viver um amor grande, fiel e aberto ao dom da vida, que é riqueza e graça para a sociedade e para a Igreja”.
Em todos estes casos, trata-se de responder ao projeto que Deus tem para cada um. “A exemplo de muitos discípulos de Cristo, também vós, queridos amigos, acolhei com alegria o convite para o discipulado, para viver intensamente e de modo frutífero neste mundo”, conclui o Papa.
“Nunca é tarde demais para responder-lhe!”

Visitantes